Eu preciso aprender a falar menos do que o necessário e, quando tiver aprendido isso, falar cada vez menos, até ser só uma pessoa que ri. Dionísio Neto
Dias desses na Folha 12 pessoas listaram 10 coisas que gostariam de fazer antes de morrer.
Coincidentemente estava pensando muito nisto depois que descobri há uns dias, lendo o "Você tá louco" que o Ricardo Semler está dando aulas em Harvard.
Lembro-me bem quando li "Virando a própria mesa" há uns 15 anos atrás e ele, entre as 16 coisas que listou queria estudar em Harvard e foi recusado duas vezes antes de aceitá-lo.
As vezes me surpreendo quando vejo muitas vezes o que temos é maior do que o que sonhamos ou desejamos.
E também muito diferente.
Aqui vai a integra do jornal com os desejos das 12 "personalidades", seja lá o que for isto.
São também alguns desejos que gostaria para mim:
. Descobrir, em qualquer parte do Brasil, uma reserva de escuro e silêncio absolutos. Caminhar no escuro no meio das estrelas uma noite inteira. Com um pouquinho de medo: o medo é uma espécie de embriaguez. (Maria Rita Kehl) .
Ficar amiga do Chico Buarque. Só amiga. Andar a pé pelo Rio conversando com ele, horas a fio. Recordar letras de música, sambas antigos. Contar e ouvir coisas da vida. (Maria Rita Kehl) .
Cantar "Parabéns pra Você" sem desafinar. (José Murilo de Carvalho ) .
Antes de morrer, preciso aprender a escrever como os caras que eu gosto de ler. (Washington Olivetto) .
Reduzir os livros que tenho a apenas cem. Desocupar estantes, dar os que li e não vou reler, os que não li e nunca vou ler. Só entra um livro novo quando sai outro. As memórias dos que li ficam onde devem ficar, na cabeça, porque, afinal, a gente risca os livros, mas quem relê o que riscou? Só que provavelmente nunca terei coragem de fazer essa faxina mental. (Renato Janine Ribeiro) Ai como queria fazer isso... Eita apego a livro velho...
. Levar os futuros netos para assistirem alguma matinê do "Grilo Feliz". (Carlos Reichenbach)
. Abraçar uma caixa acústica numa festa rave e sentir a pulsação nos ossos cranianos, até virar buda. De lá, telefonar para mim mesmo, avisando-me que não vou voltar nunca mais para casa. (Arthur Omar) .
Deixar para meus bisnetos economias na caderneta de poupança, só para provar para mim mesma que, antes de morrer, aprendi a guardar dinheiro. (Tata Amaral) .
Ter demonstrado meu amor por todas as pessoas que eu amo. (Tata Amaral) .
Encontrar uma caneta de estimação que perdi há uns três anos. (Moacyr Scliar) .
Descobrir quem é, afinal, essa figura que me fita desde o espelho. (Moacyr Scliar) .
Encontrar a matéria-prima do texto e utilizá-la sem precisar de palavras. (Moacyr Scliar) .
Aprender a sapatear. (Moacyr Scliar) .
Arrumar minhas estantes de uma vez por todas. (Rosângela Rennó )
Há muito tempo atrás, Nueva Cuba era um país como qualquer outro, ligado ao Continente por um istmo (do grego ισθμός) é uma porção de terra estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes extensões de terra. Nos tempos da guerra fria após sucessivas explosões nucleares mal-sucedidas, Nueva Cuba se desgrudou da terra firme que a aprisionava, e hoje é uma ilha à deriva, navegando livremente pelos mares do mundo.
18.4.07
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